quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sensações

Eu te amo porque amo tudo que você reflete em mim: amor. Para Nãnaira Ferreira, com carinho.

1- o bar
Sentado o homem pega o copo de cerveja e o leva à boca, deposita-o na mesa e olha a sua frente, a estrada lhe apresenta alguns veículos que vão e vem pelos dois sentidos da pista. Seu olhar se deixa perder até visualizar um ônibus azul (aqui seu coração acelera, entre o momento da visualização do ônibus e a chegada deste até o local em que se localiza o homem seu coração bate num ritmo acelerado, fazendo com que suas mãos tremam de maneira quase imperceptível aos olhos, é possível de se notar apenas porque nesse exato instante o homem leva o copo de cerveja à boca), o veículo passa em lenta velocidade pelo homem que está sentado e que acaba de expelir a fumaça do cigarro que trazia presa ao pulmão; o ônibus azul passa por ele e alguns segundos depois pára na pista que fica do outro lado da rua, atrás de onde o homem está sentado. O homem então se vira bem lentamente na cadeira até conseguir ver em que local o ônibus azul estacionou, após olhar o homem sente um misto de alegria e tristeza que não é capaz de definir, ele apenas sente que algo dentro dele e a sua volta está mudando, então o homem pisca incomodado pelo excesso de fumaça que o cigarro libera em seu rosto (ele mantém o cigarro preso aos lábios enquanto a sensação de estranheza fruto da alegria e tristeza circula por seu corpo), o homem faz seu corpo girar num movimento contrário e retorna a sua posição inicial, pega novamente o copo sobre a mesa e o leva à boca, o esvazia, enche, joga o cigarro próximo ao meio fio e ouve uma voz que diz olha ela ali, agora o homem já se vira levantando, sente abrir-se em seu rosto uma cratera chamada sorriso quando pode ver a mulher que caminha em sua direção, ela também traz sua cratera chamada sorriso aberta (como um vulcão que emite luz no lugar da larva), eles se abraçam e beijam ao mesmo tempo, seus corpos se colam com força, ela sente que as mãos dele a apertam deslizando por suas costas, ele sente o carinho que as mãos dela fazem em seu corpo, suas línguas se procuram sofregamente, molhadas elas parecem querer se secar ao se chocarem violentamente uma contra a outra, o sexo dele incha, lateja, ela sente, então ele diz eu te amo num misto de sussurro e sorriso, os lábios ainda colados aos dela que também sussurra eu te amo (sim, eles se amam, sabemos disso). Em silêncio eles se olham após o beijo, suas crateras ainda abertas sorriem, em silêncio, até que ele diz saudade, ela também foge do seu silêncio dizendo saudade.
2- o quarto
Como um pincel a deslizar pela tela em branco a língua do homem percorre todo o corpo da mulher, começa pelos pés (sem se esquecer dos dedos), sobe lentamente pelas pernas alternando-se entre uma e outra, chega à virilha e traçando uma pequena linha quase invisível se desvia de seu caminho em linha reta e se desloca para a vagina, se detém entre as pernas da mulher por alguns minutos se movimentando em diferentes direções, ora subindo, ora descendo, ora executando movimentos circulares, depois sobe pela barriga da mulher e num movimento mais rápido chega até seus seios, então retoma o ritmo da dança que executou entre as pernas da mulher alternando entre o seio da direita e o da esquerda, após alguns minutos se distancia dos seios e se choca violentamente com a boca da mulher, duas bocas unidas, quase uma só, quase uma apenas, se mastigando, lambendo-se, salivando de desejo, de ânsia, então num espasmo a mulher sente que algo a preenche, entre suas pernas ela sente que o homem procura se esconder, fugir do mundo, da barbárie que circunda as pessoas, preso entre as duas coxas da mulher o homem se sabe feliz, acredita no amor e tem a plena convicção de que amar, nos dias de hoje, é uma atitude revolucionária, quando ninguém mais pensa o amor e mais ainda sente o amor o homem ama, e por amar é que constrói sua utopia no corpo da mulher, dessa mulher de pele morena, sorriso grande que despenca feito a cascata de uma cachoeira a encharcar de felicidade o homem, um par de olhos feito estrelas a brilhar na escuridão iluminando tudo a sua volta ( e a mulher ilumina a vida desse homem de felicidade) então o homem sorri ao alcançar seu gozo físico, olha a mulher e percebe que ela também atingiu seu nirvana sexual, ambos de olhos fechados sentem seus corpos subirem, flutuando pelo espaço do quarto, dois corpos em um, uma soma inexplicável matematicamente falando, já que um mais um é dois, e não um, mas para eles, esse homem e essa mulher, um mais um é um, é tudo, são eles, é o amor, o amor e o desejo.
3- o diálogo
Sua beleza vai além dos seus olhos verdes, sabia?
Gosto quando toco sua boca com minha língua sentindo a liberdade que nosso beijo me proporciona, de alguma forma inexplicável para mim seu beijo, sua boca tocando na minha desperta uma sensação doce e macia de alegria, felicidade ou qualquer coisa que possa ser definida como boa.
Engraçado quando você me olha assim desse jeito parecendo um menino, você fica falando (falando falando falando) coisas tão bonitas e diferentes, aí me sinto também como uma menina te ouvindo falar sem parar, sua boca abre e fecha num movimento tão belo, e ainda mais belos são os sons produzidos por ela, é como se seus lábios estivessem dançando, logo você que nem gosta de dançar, então na dança da sua fala eu também me embalo e, quando dou por mim, me vejo ali toda boba te olhando de um jeito diferente, especial, me sinto ainda mais mulher, mais eu mesma perto de você ouvindo tudo que você me diz, querendo guardar cada pedacinho de palavra dita como as meninas de dez anos guardam a imagem do menino mais bonito da escola, bem escondida num canto escuro da lembrança, que pode ser vista apenas à noite, no silêncio escuro e sonolento do entresono, aí eu fico pensando depois quando você não está mais do meu lado em como é bom ter você comigo, em como sou feliz de estar contigo, de tudo de bom e diferente que você desperta em mim, sensações tão gostosas e novas e ao mesmo tempo é como se eu já esperasse por isso, nos meus sonhos, sei lá, nos meus desejos de mulher feliz, ou mesmo de menina que espera um príncipe encantado, mas ao mesmo tempo tudo que você fala é tão real, tão sensível, eu sinto mesmo cada pedacinho do que você diz entrando por meus ouvidos, me tocando bem lá no fundo, e guardo tudinho com um carinho imenso, é nessa hora que sempre lembro da imagem do mar, aquela coisa grande aberta e parecendo sem fim tocando no céu, se chocando com o céu em algum lugar que nós nunca pensamos que poderemos chegar um dia, então a gente fica acreditando que é lá que mora a felicidade, e do seu lado é como se eu estivesse nesse lugar, nesse encontro do céu com o mar, e é tão lindo e tão bom e gostoso que dá vontade de nunca mais sair dali, de ficar para sempre lá escondidinha te esperando chegar sorrindo e dizendo baixinho no meu ouvido que me ama (me ama me ama me ama).
Sabe, tenho pensado em ter um filho com você. É estranho tudo isso pra mim, logo eu que durante tanto tempo fiquei negando pra mim mesmo a idéia de um filho, de deixar qualquer coisa nesse mundo, mas depois que te conheci, depois que você apareceu na minha vida feito a lua iluminando uma noite pós temporal de verão de fim de tarde (sabe aquele dia em que tudo dá errado mas à noite uma lua imensa brota lá no céu, bem grande tornando as coisas um pouco melhor, quase que antecipando um novo dia repleto de bons momentos?). Assim tem sido contigo, talvez por isso essa vontade, esse desejo de fazer um filho em você, de deixar um pouco de mim (um pouco mais, já que tenho deixado tantos sentimentos bons caminharem de mim para você, é como um barco que entra no mar cheio de pescadores tendo que alimentar suas famílias e navega mansamente em direção ao cardume, à pesca perfeita que irá alimentar diversas famílias por dias, às vezes até semanas, e esse barco vai lá, seguindo seu rumo sem nenhum imprevisto, ele apenas navega como se tudo já estivesse estipulado antes, como se nada fosse capaz de impedir esse simples barco com seus pescadores de chegar à sua pesca, a seu fim), é assim que me sinto, tudo de bom que tenho a oferecer a alguém é o que te dou, e sem querer nada em troca a não ser seu carinho, seu respeito, sua admiração, seu amor, meus sentimentos navegam calmamente em sua direção. Com você deitar e dormir deixaram de ser acontecimentos banais em minha vida para se tornarem momentos de extrema contemplação, é quando penso/sinto que a vida tem um significado, que viver não é mais apenas um passo em direção à morte, ao fim, que o ato de viver (essa doideira que é dormir e acordar todos os dias sabendo que a qualquer momento acabaremos e nos tornaremos pó, adubo, esterco) tem servido para eu me sentir vivo, me sentir alguém, uma pessoa, mais ainda, uma pessoa que ama e é amada.
Não gosto quando você fica de cara amarrada sentindo ciúmes de mim. Não tem porque, já te disse isso. Sabe o que eu podia fazer? Podia muito bem me aproveitar de todo esse amor que você sente por mim e te transformar num fantoche meu, brincar com seus sentimentos, com o poder que de alguma forma exerço sobre você. Mas não. Não é isso o que faço. Pelo contrário, o que quero é que você seja capaz de me amar sem medo, sem ficar se preocupando com o dia de amanhã. Estamos vivendo o hoje, pense nisso. E é nesse hoje, nesses momentos, nesses instantes de alegria que vivemos juntos que devemos ficar bem, por isso respeito muito o que você sente por mim e me dói muito saber que há horas em que você se deixar dominar por essas idéias bestas de ciúmes e perdas. Não tem porque, já te disse isso. Se estou com você é porque quero, porque te amo, e te amo muito, mais até do que deveria, penso às vezes; também tenho medo, também me pergunto aonde tudo isso, todo esse sentimento pode me levar (nos levar), mas mesmo assim não fico criando ilusões bestas que me machuquem à toa, não penso besteiras gratuitamente, e nem preciso, sei que você me ama muito, sinto isso no seu olhar, nos seus gestos, na maneira como você me olha me acaricia o rosto, no seu beijo, nas suas palavras, toda vez que te ouço dizer que me ama (e são tantas!), eu tenho a certeza desse amor, seus olhos brilham, sua voz sai de um jeito diferente, talvez seja pelo amor, pelo sentimento que ela carrega de você para mim, e é tão belo, tão lindo ver esses seus olhos verdes dizendo que me ama, mesmo no escuro sei o quanto você é lindo, sei e sinto toda sua beleza e a beleza do que você sente por mim. Vem cá, amo você, muito (muito muito muito).
4- a cama
Ele tira cada peça da roupa que visto bem lentamente, ele beija cada parte do meu corpo ávido de desejo, ele se mistura a meu suor, meus silêncios, meus gemidos contidos, ele se enrosca em mim feito a planta na árvore, ele se dilui em mim feito a água da chuva sendo absorvida pela terra, ele diz bem baixinho em meu ouvido que sou linda (linda linda linda!), ele percorre meu corpo com as mãos como se estivesse me desenhando, ele me olha de um jeito ingênuo, parece um menino admirando a mãe sem que ela o perceba, ele me abre com força como um faminto abre um embrulho contendo comida, ele se movimenta sobre mim, sinto sua presença a cada segundo como as batidas de um coração acelerado pulsando rápido num momento de nervosismo, ele me chama de sua, de linda, gostosa, meu amor, ele me ama com um desejo insaciável, ele me domina, me sacia, me invade e me faz sua, totalmente sua, minhas pernas tremem, o mundo gira na imagem de um teto branco, meu corpo enfraquece, estremece, procuro o chão e não acho, estou caindo, corpo leve em queda livre, rumo ao abismo, ao poço fundo da inconsciência, sou um pássaro que voa, livre, rumo ao infinito, até pousar, sentir novamente que o mundo é mundo e que eu sou eu: a amada dele.
5- no bar, o conto
Gostou?
É, mas parece mais um diário seu.
Ah, mas isso só você sabe, você e eu, pras outras pessoas é tudo ficção. O que conta pra elas não é se aconteceu ou não, mas sim o que elas sentem lendo o conto, o que vale é o que elas pensam enquanto lêem, elas nem querem saber se realmente aquilo aconteceu ou não, se não deixaria de ser literatura.
É, pode ser. Mas você foi bem fiel.
Eu sei, mas mesmo assim não é verdade, é tudo um pouco invenção um pouco verdade, até porque não tinha como eu reproduzir tudo, é só uma leitura minha, mais nada.
Verdade.
Então você gostou mesmo?
Gostei. Mas gostei mais da última parte, ficou mais bonita, mais sensível, diferente do que você escreve. Ficou legal.
Que bom.
6- sensações
e lá está você, sorriso aberto, pele morena, cabelos revoltos, olhar indagador, boca macia, convidativa a me pedir (ou sugerir) mais um beijo, e então um beijo se constrói (com tu a se amparar num carro que ali estava, talvez, quem sabe, quem saberá, apenas esperando que você chegasse e nele se encostasse e a mim esperasse, para que em seguida eu pudesse colar na sua a minha boca e mais um lindo beijo construir).
hoje não vou falar que te amo
apenas te apreciarei no silêncio triste dos meus medos
e a cada vez que te olhar, mesmo de modo sério, estarei dizendo bem baixinho
(tão baixinho que ninguém será capaz de ouvir)
que te amo
(assim, como uma força tão grande feito as ondas do mar que invadem a cidade e causam destruição)
eu te amo, de um jeito só meu, repleto de cuidados, te fazendo só minha (apenas minha) tão somente minha que chego a te sufocar
(mas saiba, amor meu, que esse desvario meu, que toda essa loucura que por ventura perpasse meus sentimentos)
é fruto de um desejo descomunal de te fazer feliz, tão feliz feito a criança recebendo seu primeiro presente sem nem se dar conta de que ele será apenas mais um brinquedo jogado um dia no canto escuro da memória que nem ela mesma será capaz de lembrar que um dia foi tão feliz ao receber aquele brinquedo de presente e que esse mesmo brinquedo a fez tão feliz a ponto de sentir um dor aguda no peito ao pensar, quando se deitou para dormir, que um dia poderia viver sem esse simples brinquedo, e ainda assim ela é feliz, assustadoramente feliz
é dessa maneira que te quero feliz, amor meu, de um jeito singelo feito uma criança mas ao mesmo tempo tão forte como a mãe que vê a morte do filho e sente que uma parte de si mesma acaba de morrer e ainda assim tem forças suficientes para viver e ser feliz novamente
feliz assim, amor meu, criança e mãe, simples e forte
mas antes de tudo você, tão somente você, apenas você, desse jeito que me toca e faz chorar, que me encanta e faz sorrir, que me alegra por estar a meu lado, que me entristece na distância, que me atiça o desejo e acalenta as tristezas, assim, mulher que és, te quero feliz, tão feliz como sou quando estou contigo
mas antes de tudo feliz por estar você comigo
por isso, repito, hoje não vou falar que te amo
apenas te apreciarei no silêncio doce da sua presença
(que me encanta).
não acendo um cigarro, não componho um poema, muito menos escrevo um conto, nada, isso é o que faço, e por nada fazer é que penso/sinto tanta coisa por você. na minha imobilidade sou capaz de construir algo mais valioso que um poema ou conto (o câncer de pulmão não entra aqui) que é o sentimento que nutro por ti. tu apareceu meio que do nada em uma noite que não lembro estar ou não estrelada (estrelas brilham mesmo depois de mortas, as que vemos iluminando o céu nas belas noites de verão nada mais são que apenas reflexos do que já foram outrora, ou seja, brilham, mas estão mortas, já meu amor por ti reluz com força e vida a cada novo dia, está vivo, e a luz que emana dele ilumina não só noites mas também os dias em que estás comigo). sei que pensar é como se olhar no espelho da razão e refletir (ver-se re-fletido) e acontece, muitas vezes, de vermos o que não queremos ou talvez nem mesmo devêssemos ver, dessa forma, o ato de re-fletir-se racionalmente pode vir a não ser tão bom assim. mais vale me olhar na claridade do rio que corta meus sonhos, a limpidez da águas que por ele correm levam-me a enxergar o que um mero espelho de razão não me possibilita ver: o sentimento. sentimento é como o pudim de leite que minha mãe faz: de tão saboroso chega a parecer mentira que exista algo assim bom pra valer. e é quando o sabor/sentimento (que de tão bom parece nem existir) toca aquele parte escondida por sob o tapete sujo da razão que finalmente no vemos frente a frente com certos dilemas da vida. um deles seria o amor: amar, está claro, é um sentimento motivado pelo cérebro, o coração é um símbolo criado, o que leva mesmo uma pessoa a amar outra é o que o órgão que fica na cabeça produz de sensações motivadas por aquela que será a pessoa amada. no meu caso, você nãnaira. enfim, em meio as idéias que o cérebro produz de boas ligadas ao amor existem também as ruins, ou seja, o amor têm duas caras: a boa, que seria a produtora de sensações de prazer, carinho, satisfação, orgulho. e a ruim, ligada as questões do medo, dor, tristeza. no meio de tudo isso, eu: o que ama e se vê no espelho da razão preferindo o reflexo límpido das águas do rio que corta meus sonhos e enfrenta assim dilemas na ordem de pensar e sentir querendo apenas sentir mas muitas vezes sem querer acredite é mesmo sem querer acaba acordando e dando de cara com uma cara de babaca que só depois de alguns segundos percebo ser a minha e apenas aí percebo o que essa cara de babaca que é a minha faz ali na minha frente ela me olha e nesse refletir-se é que está o problema porque ela reflete aquilo que não quero ver: meus medos.
o tempo passa lá fora e eu aqui: não acendi um cigarro, não compus um poema e muito menos escrevi um conto, mas uma coisa eu posso te dizer: aqui, sentado frente a esse teclado, ouvindo a água que de leve ia molhando seu corpo eu constatei, novamente, que meu amor por ti é forte o bastante a ponto de superar encarar esses reflexos que teimam em aparecer na minha frente quando eu menos espero. e assim, pronto pra mais uma batalha entre pensamentos e sentimentos, eu guardo pra ti um pedacinho do rio que corta meus sonhos, depois, quando acordar, vou colocar bem devagar um pouco dos sonhos que guardei num balde e saio á rua cantando bem ALTO que estou levando sonhos pra mulher que amo. (e o que ninguém nunca saberá é que esses sonhos não são apenas sonhos, mas sim a verdade dos sentimentos que escondi nos sonhos e que chamo de amor: meu amor por você).
por ora, paro por aqui, preciso dormir para trabalhar amanhã, ouço leoni (“diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério(...)”, relembro seu rosto, sempre tão belo, tão doce..., se a mim fosse possível te desenhava e guardava no mais profundo de mim, mas o máximo que sou capaz de fazer é rabiscar toscas palavras que, dificilmente, serão capazes de expressar tanta beleza (física e interior) que compõem um dos mais belos poemas que pude presenciar (e tentar ler enquanto pessoa) em minha vida: você, você: nãnaira.

Carlos Henrique dos Santos
Primeiro trimestre de 2008.

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